Shadow of the Colossus - O Épico Sublime do Playstation

E aí, galera Nerdzilla! Hoje vamos falar um pouco de um game que é colossal em todos os sentidos. Preparados? Então, simbora. 

Para aqueles gamers que não jogaram este jogo sem igual eu deixo aqui o meu lamento. Pois sem dúvida este é um dos maiores e melhores jogos da história dos games. Shadow of The Colossus foi lançado no Japão com o nome de “Wander and The Colossus” (Wander e os Colossus) desenvolvido pela Team Ico e distribuído pela Sony no ano de 2005 para Playstation 2 e aqui no Ocidente em 2006, sendo em ambos um completo sucesso. Já em 2011, foi lançada uma versão remasterizada para Playstation 3, até que em 2017 foi produzido um remake completo do jogo para Playstation 4 anunciado.

Shadow of the Colossus é um game de aventura e fantasia sem igual. É um jogo de informações escassas com uma história muito pouco exposta ao jogador. Possui muitos mistérios e lendas até hoje sem resolução. Sua escassez de informação faz com que o jogo seja muito interpretativo requerendo bastante atenção do jogador durante as poucas cutscenes do game. É claro que isso é proposital por parte dos desenvolvedores. Eles confiam que o jogador tem inteligência o suficiente para absorver a lore do jogo sem precisar de muita expositividade. Muitos dos que jogaram e não gostaram ou não se conectaram tanto com o enredo, porque para jogos como esse é necessária uma certa sensibilidade artística. O jogo é extremamente silencioso na maior parte, mas a orquestral trilha sonora aparece nos momentos certos dos diálogos e nas batalhas contra os colossos, ela com certeza marca a sua presença. Esta foi muito premiada por suas faixas memoráveis e magistrais. Assim como o jogo inteiro em si, que recebeu inúmeras criticas positivas.

Não existem muitos personagens e nem inimigos além dos gigantes, o que passa um profundo sentimento de solidão nos vastos cenários que também são muito exuberantes e revolucionários para a época do lançamento do jogo. A estética e fotografia são mesmo um ponto alto aqui. A arte e animação do jogo são simplesmente deslumbrantes, com cenários vastos e detalhados que fazem com que o mundo do jogo pareça vivo e intrigante. Vão desde planícies e montanhas até lagos e colinas, passando por ruínas antigas e grandes porções de água, indo até belíssimos desertos. Simplesmente mágico. É um desafio único para testar a sensibilidade do jogador, e que fará com que cada um tenha uma experiência diferente com o jogo e é exatamente isso que faz com que ele seja elevado ao status de arte. Foi muito bem recebido pela crítica mundial e pelos jogadores em sua grande maioria e abriu as portas para o tão esperado “The Last Guardian” que foi lançado em 2016. Uma das coisas que torna Shadow of the Colossus tão especial é sua jogabilidade única. Se você gosta de jogos de ação-aventura e desafio, é altamente recomendável dar uma chance a esse jogo incrível.

O Enredo

No início do jogo somos apresentados a Wander, um jovem rapaz que roubara a espada mágica ancestral para trazer uma jovem de volta a vida. Essa jovem é Mono que possuía um destino amaldiçoado e por tal foi sacrificada. Wander então levou seu corpo e a espada em sua montaria, Agro até a Região Proibida com a intenção de salvar a moça. Estando no templo da Adoração nas terras proibidas, Wander afugenta os espíritos malignos que aparecem com a espada ancestral e é então, que, uma entidade chamada Dormin aparece. Dormin se surpreende de ver a espada ancestral com alguém tão jovem. E Wander então pede a Dormin que traga Mono dos mortos e este passa uma tarefa para que ele alcance seu intento. Wander teria que destruir dezesseis gigantes espalhados pela Terra Proibida e que ele teria que destruir cada um deles para que a alma de Mono pudesse voltar ao seu corpo. Sem hesitar, Wander monta em sua égua e parte na busca dos colossos. 

Muitas coisas ficam em aberto como a relação de Mono e Wander. Não se sabe se eles têm um relacionamento, ou se são irmãos ou simplesmente amigos. Isso não fica muito claro apesar de que seja mais provável que Wander seja apaixonado por Mono. Existem poucos diálogos e poucos personagens, mas uma vasta região para explorar. É um jogo muito expressivo e muito belo. Não é muito grande e poderá ser terminado em pouco tempo se jogado novamente. Nada do passado dos personagens é revelado, nem a profecia sobre o destino de Mono, nem os aspectos do tal sacrifício dela (uma vez que ela não parente ferimentos em seu corpo), muito menos o que ocorreu na Região Proibida.

Quanto a isso, só sabemos que Dormin cometeu algo tão terrível que os habitantes separam sua essência em dezesseis partes para que ele nunca voltasse e isolaram aquelas terras. Ele por sua vez possui uma aparência escura e demoníaca e uma voz dupla, sendo uma masculina e a outra feminina, o que pode significar que ele é um tipo de deus pouco antropomórfico. Ao matar cada Colosso, Wander libera um pouco mais de Dormin e ele mesmo vai sofrendo uma espécie de transformação e mudando de cor, ganhando escamas e chifres dando-lhe uma aparência parecida com Dormin ou aos colossos.

O final é bem tocante e intenso que nos deixa em uma atmosfera de tensão e melancolia. É lindo, e totalmente desconcertante de tão bom. Como eu disse no início para quem não jogou ainda é apenas pesar de minha parte e todo o gamer que se preze deve zerar Shadow of the Colossus ao menos uma vez na vida, pois vale muito a pena.

Os Colossos 

O jogo não tem inimigos menores para lutar, em vez disso, o jogador tem que enfrentar 16 colossos em batalhas emocionantes e desafiadoras. Cada colosso tem sua própria personalidade e habilidades, e é necessário encontrar a fraqueza de cada um para derrotá-los. Além disso, a jogabilidade é simples e intuitiva, porém ainda desafiadora, tornando a experiência de jogo muito satisfatória.


    Apesar de ser a missão de Wander destruir esses monstros, o jogo não os expõe como maus necessariamente. Muitas vezes você sente pena deles e alguns possuem uma expressão de certa forma inocente e pacifica. E de fato, muitos deles parecem realmente ser guardiões pacíficos e apenas se defendem ou até ignoram Wander algumas vezes, sendo necessário atrair sua atenção para batalha começar.

    Eles são majestosos e possuem um aspecto monolítico como uma junção de construções arquitetônicas com partes orgânicas como se parte de um templo antigo fosse integrado aos seus corpos. Alguns são bem grandes e é necessário escalá-los para alcançar seus pontos fracos que são vistos com um símbolo luminoso onde a espada ancestral deve ser fincada. Eles são muito bem trabalhados desde suas formas até o seu comportamento. Por vezes eles se distraem com outras coisas como pássaros enquanto não percebem a presença de Wander no local. Cada colosso é um desafio único e é necessário encontrar a fraqueza de cada um para derrotá-los.

Amor

Existe uma melancolia e um sentimento de solidão e angustia no ar nesse jogo. Quando recebe a missão de Dormin, Wander não se questiona nem um pouco, ele simplesmente vai e mesmo correndo riscos extremos não desiste e se mostra muito tenaz. Mostra assim que seus sentimentos são muito fortes mesmo para um rapaz tão jovem. Sua juventude fica explicita no modo como controlamos o personagem. Ele é desajeitado, tropeça, cai e escorrega. Ficando claro que ele é apenas um jovem, mas seu amor por Mono o leva a fazer coisas impensáveis até perigosas. Isso pode fazer o jogador estranhar um pouco até se acostumar com a jogabilidade.

Esse é um jogo que fala de emoções e das incertezas que elas geram. Como não é muito expositivo, cada jogador vai ter algumas interpretações diferentes para certos acontecimentos do game. Seja para os fatos do enredo, ou para qual seja a mensagem que ele tenta passar. Shadow of the Colossos ainda fala de luto, de coragem, tristeza, mas principalmente de perda e amor. É uma jornada espetacular para qualquer um que goste de um bom game de aventura. Você se conecta com a história e com os acontecimentos morosamente. E quando percebe, já está triste por aqueles personagens dos quais não sabe quase nada. Este é um dos jogos mais aclamados de todos os tempos e é sem dúvida uma expressão artística. Adição indispensável para o repertório de gamers sérios.

Mas, e vocês? Gostam de Shadow of the Colossos? Tem alguma interpretação para esse jogo incrível e seu final? Deixem aqui em baixo os seus comentários e opiniões. Até a próxima, galera. 


Sobre o Autor

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Thiago De França

Escritor, Nerd e Gamer Amador. Tenho 34 anos e sou completamente apaixonado pela Arte. Sou formado em Designer Gráfico e escrevo sobre cultura geek, séries e games no Nerdzilla.

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