V de Vingança - As Ideias São À Prova de Balas

E aí, galera Nerdzilla! Hoje vamos falar um pouco desse incrível filme que é baseado nos quadrinhos de Alan Moore. Vamos lá? 

    V de Vingança é um filme de ação e suspense de 2005, dirigido por James McTeigue e produzido por Joel Silver e pelos irmãos Wachowski. O filme é uma adaptação da série em quadrinhos de mesmo nome, criada por Alan Moore e David Lloyd e publicada pela Vertigo, selo da DC Comics.

    O elenco do filme é liderado por Hugo Weaving, Natalie Portman e Stephen Rea. Distribuído pela Warner Bros., o filme recebeu críticas positivas e arrecadou mais de US$ 132 milhões em todo o mundo. O roteiro foi escrito pelos até então, irmãos Wachowski, que também dirigiram a trilogia "Matrix".

A Vendeta 

    O filme retrata uma versão distópica da história em que um partido político déspota toma o controle da Inglaterra e implementa um regime totalitário que restringe a vida da população após uma intensa guerra e um surto viral que matou muitas pessoas. No meio desse contexto, um homem mascarado, identificado apenas pela letra "V", planeja explodir o parlamento inglês para desafiar as autoridades do novo regime e incitar a população a se revoltar contra ele.



    Embora V tenha seus próprios motivos pessoais para buscar vingança contra aqueles que o prejudicaram no passado, sua luta é, acima de tudo, uma busca pela liberdade e justiça para o povo. Ele envolve Evey, uma jovem da classe trabalhadora, em sua revolução, e juntos eles desafiam as estruturas de poder estabelecidas e inspiram a população a se unir em prol da mudança.

5 de Novembro

    Poucos filmes têm um impacto cultural tão grande e extenso quanto "V de Vingança". Não apenas por sua excelente produção, mas também pelo poder de sua mensagem. O filme é atemporal, comovente, emocionante e possui uma aura de verdade, apesar de ser notoriamente irreal. Ele foi produzido de forma que ficasse implícito que a história é fictícia e fantasiosa, mas é tão bem construído que mesmo nas partes ficcionais, sentimos a sensação de poder e fundamentação.

    Este é um daqueles filmes que nos fazem pensar e refletir sobre sua mensagem. É para pessoas sensíveis e familiarizadas com as questões que ele aborda. Não que qualquer pessoa não possa apreciar o ótimo filme de ação que é, pois ele comete quase nenhum erro. A história foi adaptada de forma excelente do conteúdo das HQ's, excluindo apenas as partes mais sensíveis do contexto. Os personagens são ótimos e bem fiéis aos originais dos quadrinhos.

    A única exceção a isso é Evey, que nos quadrinhos é retratada como mais frívola. No entanto, no filme, ela é retratada como mais inteligente e tem uma participação mais significativa. De fato, sua importância na trama é tão grande quanto a de V, o que me deixou muito satisfeito ao assistir ao filme. Natalie Portman foi extremamente convincente em toda a sua performance, entregando uma emoção ímpar para a personagem. Desde a sua inocência inicial, o medo, a cautela, até a mudança que ela sofre depois de ser aprisionada por V, tudo é simplesmente impressionante. A atuação de Portman é tão convincente que parece muito real. Na cena da prisão, Evey é torturada e presa, e Portman dá um show de atuação, especialmente quando teve que raspar a cabeça de verdade por causa do personagem. O gradual desgaste da personagem durante sua clausura e a paz de espírito que ela finalmente alcança depois de ler a carta de Valerie são incríveis. No início, Evey era passiva por causa do medo que tinha de que acontecesse o mesmo com ela que aconteceu com seus pais, mas ela se torna forte e destemida no final. 


    Outro que foi um deleite ver atuar foi Hugo Weaving no papel do carismático V. É incrível como nos conectamos com um personagem cujo rosto não é visto em nenhum momento do filme. Não temos expressões faciais para analisar, então seus trejeitos e sua postura corporal são tudo o que temos dele. Em certos momentos, principalmente no início do filme, é difícil saber quais são as reais intenções de V. O personagem é intenso e profundo, cheio de camadas. Ele é amplamente ambíguo, pois busca uma vingança sanguinolenta ao mesmo tempo que procura unir as pessoas contra tudo o que está errado na Inglaterra e no mundo, de forma altruísta. Nem sempre podemos apreciar suas ações, já que ele nem sempre é bom. Em alguns momentos, ele é muito violento e vingativo, e em outros, é bastante gentil, educado e cortês, o que lhe confere um ar enigmático.

    O filme foi muito bem elaborado para passar a ideia de uma Inglaterra tomada por aquele partido político anacrônico e opressivo. É adulto, mas de uma forma sofisticada e tão densa quanto os gibis de V de Vingança, que é considerado mais do que uma graphic novel, mas como literatura para os fãs. Este é um filme que, apesar de se passar na década de 90 (80 no HQ), se projeta para o futuro, pois possui temas muito relevantes. A letra "V" é outro elemento bastante explorado aqui. Seja como a própria letra, ou como o algarismo romano "5", ela está por todo o lado no longa. Tanto nos nomes dos personagens, como também pelo cenário e nas "coincidências' da história. É claro que possui vários significados no enredo. 

    Apesar de ter um ângulo resumido da história com um foco um pouco diferente, o filme tem muito do que os quadrinhos foram, e isso é muito importante na hora de se fazer uma adaptação. V de Vingança traz uma história de super-herói, mas joga com temas políticos de forma inteligente. No próprio filme, existe uma sátira sobre o atual governo que passa em um programa de televisão, sendo que o filme é uma espécie de sátira crítica desses sistemas totalitários, e isso é simplesmente genial. É um filme duro e muito complexo, com efeitos visuais ótimos e uma fotografia também ótima. Nos prende do início ao fim.

    É genial como a identidade secreta do herói não é revelada, ao contrário do que acontece muito em filmes baseados em quadrinhos. Isso quebra totalmente a expectativa da plateia e surpreende quem assiste com aquela incógnita gigante sobre como era o rosto dele no final das contas. Dificilmente vemos Hollywood trazer propostas polêmicas sem nenhum medo de tratar desses assuntos. É um filme que afeta o seu modo de pensar e deixa a interpretação solta no ar. Cada um tem uma ideia sobre o que significa e de qual parte absorve mais do conteúdo. É um ótimo filme para nos pôr para pensar.

   Tanto o filme quanto os quadrinhos apresentam uma mensagem política clara e contundente. Fala sobre um governo totalitário e fascista que controla a sociedade, suprimindo a liberdade individual e o pensamento crítico. A mensagem política central do filme é a luta pela liberdade e pela democracia. V, o protagonista, é um vigilante que luta contra o governo opressivo, representando a figura do rebelde que busca libertar a sociedade da tirania. Ele é um defensor da liberdade de pensamento, da diversidade e da igualdade, e sua máscara icônica tornou-se um símbolo de resistência em várias partes do mundo.


    Além disso, o filme critica a manipulação da mídia e a forma como a informação pode ser distorcida para servir aos interesses de quem está no poder. Ele também aborda temas como a corrupção política, a violência do Estado e a importância da memória histórica para evitar que os mesmos erros sejam cometidos no futuro.

    Não é difícil fazer um paralelo com a atual situação do Brasil, por exemplo. E nos leva a pensar em como são importantes as obras de ficção que nos fazem refletir sobre o nosso mundo e sobre o nosso lugar nele. V de vingança tem se mostrado uma história atemporal nesse sentido. Continua tão atual como na época de seu lançamento.

Um Tostão Pelo Guy


     Guy Fawkes foi um inglês nascido em York no dia 13 de abril de 1570 e morto em 31 de janeiro de 1606. Todavia, a data mais ligada a Fawkes, com certeza, é o dia 5 de novembro. Nesse dia, Fawkes colocava em prática o último estágio do plano para matar o rei protestante Jaime I e os membros do parlamento inglês. Guy Fawkes é frequentemente chamado de "O único homem que entrou no parlamento com intenções sinceras" e se tornou um símbolo de revolução e até anarquia.

    A "Conspiração da Pólvora", como ficou conhecido o plano para matar o rei Jaime I e colocar a princesa Elizabeth que era filha de Robert Catesby, que, aliás, foi o idealizador da conspiração, junto de outros católicos. Elizabeth era a terceira na sucessão ao trono e, com sua ascensão, seu pai e os demais conspiradores pretendiam iniciar um levante político e social na Inglaterra daquele período. No entanto, a conspiração foi descoberta e impedida, causando assim a morte na forca para Guy Fawkes e alguns dos outros conspiradores. Todavia, o 5 de novembro virou uma data comemorativa para os ingleses que simpatizavam com os ideais de Fawkes e Catesby desde a sua execução, se tornando inspirações para muitos.



    Fawkes foi torturado para que confessasse sua participação na conspiração e teve o seu corpo mutilado depois da forca. Ainda foi citado na obra em quadrinhos "V de Vingança" (V for Vendetta, no original), onde o codinome V usa uma máscara de Fawkes e no filme homônimo, assim como no anime "One Piece" e na saga de livros/filmes de "Harry Potter", escritos pela autora inglesa J.K. Rowling.

    Até os dias de hoje, o 5 de novembro é celebrado, onde efigies são queimadas para remeter à execução de Fawkes. Desde o início dessa comemoração, existe uma rima que faz alusão à conspiração da Pólvora. Eis uma de suas versões:

"Lembrai, lembrai, o cinco de novembro
A pólvora, a traição e o ardil
Por isso, não vejo razão para esquecer uma traição de pólvora tão vil."

    O mesmo ideal de Fawkes de tentar depor um governo através da destruição do prédio do parlamento foi o propósito de V em V de Vingança. É exatamente por esse motivo que V usa a máscara de Fawkes. Esse é um detalhe muito importante na história do filme e dos quadrinhos de V, tendo em vista que ambos os personagens, Guy e V, possuem o mesmo intento. A força que o 5 de novembro conquistou na mente dos ingleses, sobretudo no enredo do filme, tornou-se ainda mais poderosa depois que V invadiu a televisão britânica para falar diretamente ao público. Sua ideia era clara: livrar a população da opressão e tirania do seu governo ditador e dar o poder ao povo.

Lembrai, Lembrai

    Como eu disse antes, poucas obras têm o impacto que este filme teve. Grupos sociopolíticos vêm criticando seu enredo desde o lançamento por conta dos temas presentes nele, como crítica da religião, xenofobia, islamofobia, homossexualismo, totalitarismo e terrorismo. Ainda inspirou grupos como a conhecida comunidade de Hackers, "Anonymous", e até os protestos em 2013 no Brasil, onde houve pessoas usando a mesma máscara de Fawkes.

    Muitos acreditam que a mensagem do filme está inclinada a favor da anarquia e conspiração, mas eu discordo com todo o respeito. Eu acredito que o verdadeiro intuito do filme é, além de rejeitar a intolerância e os regimes autoritários, nos motivar a valorizar a liberdade. Ele se coloca contra o fascismo e ressalta a importância de rejeitarmos governos malignos que veem a população como massa de manobra para seus intentos. Assim como na história do filme, onde pessoas com diferenças étnicas, de pensamento e religiosa são apenas material de experimentos. Elas são marginalizadas e apenas a total rejeição de quem elas são pode salvá-las da tortura e morte.


     Faz conexões de que tudo está interligado. Mostra que os maus sempre terão o troco de uma forma ou outra por aquilo que fazem. Fala de justiça e liberdade e do medo que temos de coisas como doenças, terrorismo e tortura e de que apenas a discussão dessas coisas e do fato de as termos por erradas podem nos livrar delas. Nos mostra que o medo de agir nos controla e define o nosso futuro. O medo dá liberdade para quem quiser usá-lo contra nós e definir o que é certo e errado.

    Não é uma história diferente de uma resistência por parte dos franceses aos nazistas, ou dos fundadores da América contra os britânicos, ou mesmo dos abolicionistas aqui no Brasil. Fala do despertar das pessoas para uma ideia. Do despertar contra algo que é prejudicial não só para aqueles que sofrem, mas para todos. É, com certeza, um antigo aviso do que ocorre quando o governo se torna extremista. Não importam os ideais e visões políticas ou mesmo ideológicas e tão pouco religiosas. O fanatismo sempre resulta em opressão. O governo deve ter a participação do seu povo, seja qual for o modelo econômico. 

    É importante lembrar que muitas vezes o impacto e as inspirações que uma obra pode gerar vão além das intenções do autor. Mesmo que o autor não tivesse a intenção específica de promover uma determinada mensagem, é possível que a obra seja interpretada dessa forma pelo público e tenha um impacto significativo em sua percepção e pensamento.

    No caso de V de Vingança, é possível que o autor tenha tido a intenção de simplesmente contar uma história sobre resistência contra regimes autoritários, mas o filme acabou inspirando movimentos sociais e políticos em todo o mundo. Todavia, é muito importante que se saiba separar com clareza a intenção do autor, daquilo que as pessoas possam fazer de sua obra. Para que assim, ele possa ser apreciada com verdade. 

Deus Está na Chuva


    Sem dúvidas, uma das partes mais bonitas e decisivas de todo o filme é a prisão de Evey na casa de seu amigo Gordon. Sob custódia, ela foi torturada e até teve a cabeça raspada para que entregasse a localização de V. Mas, ao longo de vários dias, ela não o faz. Em determinado momento, ela recebe uma mensagem do que parece ser uma prisioneira na cela ao lado. A carta é muito emocionante e consegue arrancar lágrimas da audiência, pois mostra o quão grande pode ser o ódio e a ignorância de algumas pessoas em relação às diferenças e minorias. O desrespeito e fanatismo que alguns regimes, como o nazismo, e algumas crenças religiosas, podem atrair medidas extremas para aqueles que não seguem seus ensinamentos ou que simplesmente não possuem as características que eles prezam, como as ideias de eugenia também presentes no nazismo, por exemplo.

    Essa cena, e todo o filme, nos trazem essa reflexão sobre regimes políticos autoritários e sobre o perigo que eles trazem, como redução extrema da população, controle de natalidade e morte dos "indesejáveis de sempre". Em alguns casos, basta não ter nascido com a cor de pele certa, ou numa determinada região, ou não ter a crença esperada para ser torturado e morto. Eu pessoalmente acredito que seria um verdadeiro tédio se todos fossem iguaizinhos, uniformizados e parecidos. A diversidade é uma característica da natureza e deve ser louvada. A carta de Valerie traz à mente os campos de concentração nazistas, onde tantas pessoas foram mortas, os negros durante tantos séculos de escravidão europeia e sul-americana, vítimas da inquisição e cruzadas, ou qualquer prisioneiro de guerra durante nossa história.



    Não se trata de criminosos perigosos, mas de pessoas que são mortas por suas diferenças e unicamente por seu nascimento. Pode parecer que não, mas a carta de Valerie traduz muito de nossa realidade, até mesmo a atual, e tal coisa deve ser repudiada. Ninguém é obrigado a concordar com tudo o que o outro faz e nem mesmo ser igual, mas existe a necessidade de haver respeito, e isso nem precisa ser dito. Pelas minhas crenças, acredito que Deus não esteja no caminho desses usurpadores déspotas que usam o poder e o medo para destruir e maldizer uma das mais nobres características humanas, a diferença. A carta fez com que Evey se movesse interiormente e percebesse o que realmente era importante para si. Deixou de ter medo e "tornou-se plenamente livre", como é dito por V. Esta é a carta de Valerie para quem quer que a ache:

    Esta é a única autobiografia que eu vou escrever, e Deus, eu estou escrevendo em papel higiênico. Eu nasci em Nottingham em 1985. Não me lembro muito bem da minha infância, mas eu me lembro da chuva. Minha avó era dona de uma fazenda e ela me dizia que Deus estava na chuva. Passei para o segundo grau e fui fazer o normal. Foi na escola que eu conheci a minha primeira namorada. O nome dela era Sarah. As mãos dela me atraíram, eram lindas. Pensei que nos amaríamos para sempre. Lembro-me do professor falando que era uma fase da adolescência e as pessoas superavam. A Sarah superou, eu não superei.


    Em 2002, eu me apaixonei por uma garota chamada Christina. Naquele ano, me abri com os meus pais. Não teria conseguido se a Chris não segurasse a minha mão. Meu pai nem olhou para mim, ele me disse para sair e nunca mais voltar. Minha mãe não me disse nada. Eu só disse a eles a verdade. Será que foi muito egoísmo? Nossa integridade é vendida por tão pouco, porém ela é tudo o que temos. Ela é nosso último pedacinho, mas nele, nós somos livres.

    Eu sempre soube o que eu queria fazer da minha vida. Em 2015, estrelei o meu primeiro filme, "Dunas de Sal". Foi o papel mais importante da minha vida, não por causa da minha carreira, mas porque foi lá que eu conheci a Ruth. Na primeira vez que nos beijamos, eu soube que nunca mais iria querer beijar outros lábios que não os dela. Mudamo-nos para um pequeno apartamento em Londres. Ela plantava rosas Scarlet Carsons na jardineira da janela e o apartamento sempre tinha cheiro de rosas. Aqueles foram os melhores anos da minha vida.


    Mas a guerra americana piorava a cada dia e, com o tempo, chegou à Londres. Depois disso, não houve mais rosas... para ninguém. Lembro-me de quando o significado das palavras começou a mudar. Como palavras incomuns como "colateral" e "rendição" ficaram assustadoras, enquanto outras como "Chama Nórdica" e "Artigos da Lealdade" ficaram poderosas. Eu me lembro de como "diferente" virou "perigoso". Eu ainda não compreendo por que nos odeiam tanto. Levaram a Ruth quando ela foi comprar comida. Eu nunca chorei tanto na minha vida.

    Não demorou muito para virem atrás de mim. Parece estranho que minha vida termine nesse lugar horrível, mas por três anos houve rosas e eu não tive que prestar contas a ninguém. Eu vou morrer aqui. Cada pedacinho de mim vai morrer, exceto um: o da integridade. Ela é pequena e frágil, é a única coisa no mundo que ainda vale a pena ter. Jamais devemos perdê-la, vendê-la ou entregá-la. Nunca devemos deixar que a tirem de nós. Eu espero que, seja quem for, escape deste lugar. Espero que o mundo mude, que a situação melhore. Mas o que eu mais quero é que você entenda o que eu estou dizendo quando falo que, apesar de eu não conhecer você, apesar de eu talvez nunca encontrar você, rir com você, chorar com você ou beijar você, eu te amo. De todo o meu coração, eu te amo.

Curiosidades

  Alan Morre, o criador dos quadrinhos V de Vingança, não quis ser associado à adaptação cinematográfica. O escritor exigiu que os produtores não colocassem seu nome nos créditos do filme, portanto somente David Lloyd foi creditado.

 V de Vingança passou pela primeira vez na China em 2012! O filme havia sido proibido no país e nunca chegou a estrear nos cinemas. A exibição aconteceu graças a televisão nacional da China, no dia 16 de dezembro de 2012. O detalhe é que o nome precisou ser mudado para "V forças especiais".

 Em 17 de abril de 2006, a New York Metro Alliance of Anarchists organizou um protesto contra a DC Comics e a Warner, acusando-as de diluir a mensagem original da história em favor da violência e dos efeitos especiais.

Viu alguma obra muito conhecida da galeria do anti-herói? Todas reproduções! As principiais reproduções feitas para o filme são do "Casal Arnolfini" de Jan van Eyck, "Baco e Ariadne" de Ticiano, um cartaz do filme "Alma em Suplício", "São Sebastião" de Andrea Mantegna, "The Lady of Shalott" de John William Waterhouse e estátuas de Alberto Giacome!

 Para evitar que a máscara abafasse a voz de Weaving, um microfone foi colocado no seu cabelo para ajudar a pós-produção. Afinal, o ator teve que dublar todas as falas após as cenas.

 O filme deveria ter sido lançado no fim de semana de 5 de novembro 2005, o 400° aniversário da Conspiração, com o slogan "Lembre-se, lembre-se de 5 de novembro". No entanto, a data de lançamento foi adiada para 17 de março de 2006. Muitos especularam que o atraso foi causado pela explosão do metrô de Londres em 7 de julho e pelo atentado de 21 de julho.

 Hugo Weaving não era a primeira opção para o papel! James Purefoy foi escalado para interpretar o vingador anônimo. O ator chegou a gravar durante 6 semanas e Hugo Weaving teve de dublar as cenas que James já havia executado.

 Slow Motion nas lutas! Nas cenas gravadas em câmera lenta, como a luta em Victory Station, os dublês se moviam, literalmente, em slow motion. Apenas David Leitch (dublê de Hugo Weaving) se movia em velocidade normal, dando a impressão de que ele estava mais rápido.

 V em todos os lugares! As referências ao "V" estão presentes em todo o filme! Olha aqui alguns exemplos:

 V em todos os lugares! As referências ao "V" estão presentes em todo o filme! Olha aqui alguns exemplos:

 O nome de Evey (personagem de Natalie Portman) não foi escolhido ao acaso, ele é composto por letras que fazem referência ao 5 (V). E é a quinta letra do alfabeto, V é cinco na numeração romana e Y é a 25° letra do alfabeto (5×5). Em uma das citações do anti-herói: "Pelo poder da verdade, eu, enquanto vivo, conquistei o universo" que é adaptada do latim "Vi veri veniversum vivus vici." temos mais "V". E nossa, ainda tem as referências à letra durante a explosão de fogos, na forma como o anti-herói atira suas adagas, em relógios que aparecem no filme (uma é espetacular e fica igual a HQ), na posição dos atores durante o enquadramento das cenas e até mesmo no final com o sangue jorrado em V numa parede.

 Natalie Portman teve que raspar inteiramente seu cabelo ao realizar as cenas da tortura de sua personagem:

 As filmagens aconteceram entre os meses de março e junho de 2005;

 O orçamento de "V de Vingança" foi de US$ 50 milhões.

    Mas, e vocês? Gostam de V de Vingança? Qual opinião vocês tem sobre esse filme. Deixe aqui embaixo nos comentários.


Sobre o Autor

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Thiago De França

Escritor, Nerd e Gamer Amador. Tenho 34 anos e sou completamente apaixonado pela Arte. Sou formado em Designer Gráfico e escrevo sobre cultura geek, séries e games no Nerdzilla.

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