E aí galera Nerdzilla. Hoje nossa matéria será sobre um dos jogos mais curiosos e diferentes que surgiram esse ano: Pragmata. Vamos lá?
Pragmata é aquele tipo de jogo que já chama atenção de cara, mas não só pelo visual. Ele tem algo meio estranho, meio misterioso… e ao mesmo tempo muito humano, e isso fica claro logo no começo. A história coloca a gente na pele de Hugh, um cara perdido em uma estação lunar completamente fora de controle. Tudo deu errado, comunicação cortada, sistemas enlouquecendo… aquele clássico cenário sci-fi que já dá uma sensação de solidão absurda. Só que aí entra a Diana, e é aqui que o jogo começa a ganhar alma.
A Diana, que é essa menininha android, facilmente vira o coração do jogo. Não só porque ela é importante pra gameplay, mas porque ela é simplesmente muito fofa. O jeito que ela fala, reage ao mundo, aprende as coisas cria um contraste muito forte com aquele ambiente frio e vazio da lua. E é interessante comparar a Diana com outros personagens que já cumpriram esse papel de “acompanhante” nos games. Em Resident Evil 4, por exemplo, a Ashley ficou marcada por ser mais uma responsabilidade do que uma ajuda de verdade, gerando tensão muito mais pela fragilidade do que por contribuição ativa. Já em God of War, o Atreus elevou esse conceito, participando do combate e construindo uma relação emocional forte com o Kratos. A Diana parece pegar um pouco dos dois mundos, mas levando pra um caminho próprio, porque ela não é um peso nem só um suporte, ela é parte essencial da jogabilidade e ao mesmo tempo carrega um lado emocional que faz você se importar de verdade.
Mas ela não tá ali só pra ser “fofa”. Ela é essencial para o funcionamento do jogo. Enquanto o Hugh cuida da parte mais bruta, combate, exploração e sobrevivência, a Diana entra com as habilidades de hack, e isso muda completamente a jogabilidade. O combate não é só sair atirando, você precisa usar ela pra hackear sistemas, enfraquecer inimigos e abrir caminhos. É quase como se você estivesse jogando com dois personagens ao mesmo tempo, e isso dá uma dinâmica bem diferente do que a gente tá acostumado.
Visualmente, o jogo é absurdo. A Capcom usou a RE Engine aqui num nível muito alto, com iluminação, texturas e reflexos que em muitos momentos parecem cinematográficos. E aqui vale destacar a ambientação, porque ela é um espetáculo à parte. A lua não é só um cenário qualquer, existe um cuidado muito grande em mostrar a imensidão do espaço, o silêncio e aquela sensação de vazio que parece infinito. Em vários momentos, você olha ao redor e vê a Terra ao fundo, pequena e distante, o que traz uma sensação quase contemplativa.
As áreas externas são especialmente bonitas, com a iluminação refletindo no solo lunar, destroços flutuando e o contraste entre o escuro absoluto do espaço e as luzes artificiais da estação criando imagens muito marcantes. É aquele tipo de jogo que faz você parar por alguns segundos só pra observar o cenário. Ao mesmo tempo, o jogo mistura isso com ambientes mais fechados e frios, quase estéreis, e depois quebra isso com áreas mais destruídas, que passam uma sensação estranha, como se algo ali tivesse tentado recriar vida de um jeito errado.
Mas o que realmente segura o jogo não é só o visual, é a relação entre os personagens. A interação entre Hugh e Diana dá peso pra história, trazendo diálogos, momentos mais calmos e uma construção que lembra uma relação quase de pai e filha, mesmo que não seja exatamente isso. É esse tipo de detalhe que faz você se importar com o que está acontecendo.
A crítica, no geral, recebeu Pragmata muito bem, elogiando principalmente a proposta diferente, a mistura de ação com hack e o lado emocional da narrativa. O fato do jogo ser mais focado, sem tentar ser um mundo aberto gigantesco, acabou sendo visto como um ponto positivo. Por outro lado, algumas críticas apontaram que o jogo pode ficar repetitivo em certos momentos, principalmente pela falta de variedade de inimigos e por mecânicas que poderiam ter sido mais aprofundadas. Também houve comentários sobre a história ser um pouco previsível em alguns trechos e sobre a duração da campanha, que poderia ser maior.
Mesmo assim, a recepção dos jogadores foi muito positiva, com avaliações altas e muitos elogios justamente pela identidade do jogo e pela experiência que ele entrega. E isso diz muito, porque no fim das contas, Pragmata pode não ser perfeito, mas ele tem algo que muitos jogos hoje em dia não têm: personalidade.
Pragmata não é só mais um jogo sci-fi. É uma experiência que mistura tecnologia, emoção e relacionamento humano de um jeito muito próprio. Pode não ser revolucionário em tudo, mas definitivamente é marcante e mostra que ainda dá pra apostar em ideias diferentes dentro da indústria.
Mas, e você? Chegou a jogar Pragmata? O que achou dessa mistura de ação com emoção? Deixe nos comentários e até a próxima.
Sobre o Autor
Thiago De França
Escritor, Nerd e Gamer Amador. Tenho 34 anos e sou completamente apaixonado pela Arte. Sou formado em Designer Gráfico e escrevo sobre cultura geek, séries e games no Nerdzilla.
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