Jurassic World – Recomeço: Nova Era ou Extinção?

 E aí galera Nerdzilla? Hoje é dia de falar do novo filme da minha franquia favorita. Será que é bom? Vamos nessa!

 

    O filme, dirigido por Gareth Edwards, o mesmo de Rogue One, e escrito por David Koepp, roteirista do Jurassic Park original, se passa cinco anos após Domínio. Num cenário onde os dinossauros quase desapareceram devido a doenças e mudanças climáticas, um grupo liderado por Zora Bennett (Scarlett Johansson), Dr. Henry Loomis (Jonathan Bailey) e Duncan Kincaid (Mahershala Ali) parte rumo a uma ilha remota. O objetivo? Coletar sangue de três espécies, Mosassauro, Titanossauro e Quetzalcoatlus, para criar um super-remédio contra doenças cardíacas.


    
O longa entrega ótimos momentos de tensão, principalmente nas cenas aquáticas. O Mosassauro atacando barcos e as sequências em terra ou em templos abandonados são visualmente muito interessantes. Os efeitos e o CGI estão no capricho, e a interação com os atores é bem convincente. Por outro lado, fãs mais antigos podem sentir falta do equilíbrio entre efeitos digitais e práticos, marca registrada da trilogia original, que dava aos dinossauros uma presença quase tátil. Aqui, tudo é digital, dos animais aos cenários, bem diferente das locações reais do primeiro filme da franquia.


    
Claro, é injusto comparar qualquer sequência ao clássico de 1993, o filme definitivo sobre dinossauros que revolucionou o cinema em tantos aspectos. Mas, justiça seja feita, a trilha sonora de Alexandre Desplat, com ecos da obra de John Williams, merece destaque. Grandiosa, empolgante, com direito a um solo de clarinete tocado pelo próprio Jonathan Bailey.


    
Para os fãs raiz, há uma boa dose de easter eggs no estilo Jurassic Park: a cena do espelho, o bote atacado pelo T-Rex, flares vermelhos e até um momento emocional com braquiossauros. A produção demonstra respeito pela saga, com conexões visuais e narrativas que agradam tanto veteranos quanto iniciantes. Impossível replicar o deslumbramento do original, mas é legal ver que tentaram chegar perto.
As cenas de tensão são também muito boas. Destaque para o tiranossauro no riacho, que sinaliza para uma cena similar dos livros, e é bastante interessante. Apesar de passar a impressão de que o roteiro reduziu a periculosidade do animal para favorecer os personagens. 

 
   
Ainda assim, nem tudo funciona. O desenvolvimento dos personagens é raso, e alguns carecem de carisma. O destino do antagonista humano é previsível e logo de cara dá para adivinhar quem sobrevive e quem vira comida de dinossauro. A ausência de um clímax realmente épico pode frustrar quem esperava lutas selvagens entre as criaturas. Pessoalmente, achei a escolha interessante, embora deixe o filme mais com cara de episódio do que de recomeço, como o título promete.


    
A própria trama reconhece o cansaço do público com os dinossauros. No enredo, as pessoas perderam o interesse nas criaturas, e as que ainda vivem no continente estão morrendo por não se adaptarem às condições modernas. A premissa ignora a expansão vista no final do filme anterior, com dinossauros espalhados pelo mundo, e volta para o conceito de confinamento numa ilha. Isso desperdiça boas ideias e pouco explora o impacto dos dinossauros no cotidiano humano, algo que vinha sendo prometido há tempos.


    
Os novos dinossauros mutantes também são esquecíveis. Poderiam ser qualquer outra espécie que não faria diferença. Apesar de um prólogo breve, não há explicação ou aprofundamento real sobre eles. O roteiro peca no equilíbrio. Em certos momentos, despeja informações como se o público fosse incapaz de entender; em outros, deixa de explicar o que realmente seria interessante. Existem até algumas ideias muito interessantes aqui, mas muitas delas foram mal aproveitadas. O que surpreende quando você percebe que David Koepp foi o roteirista, o mesmo do primeiro Jurassic Park.

 
   
Em suma, Jurassic World Recomeço não é um divisor de águas, mas cumpre o papel de blockbuster de verão. Para quem curte ação, efeitos bem executados e aquele friozinho na barriga, vale o ingresso. Já quem espera profundidade, originalidade e a velha faísca de Spielberg pode se sentir numa reprise. Pelo menos, está vários passos à frente de seu antecessor direto, o sofrível Jurassic World Domínio. Diversão garantida, sem ser brilhante, mas suficiente para manter viva a chama jurássica.

E você, já assistiu Jurassic World Recomeço? Curtiu ou saiu com saudade do Spielberg? Comenta aqui embaixo e bora debater!



Sobre o Autor

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Thiago De França

Escritor, Nerd e Gamer Amador. Tenho 34 anos e sou completamente apaixonado pela Arte. Sou formado em Designer Gráfico e escrevo sobre cultura geek, séries e games no Nerdzilla.

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