E aí, galera Nerdzilla! Hoje vamos explorar um pouco a aula de adaptação que a HBO deu com a série "The Last of Us" inspirada no premiado jogo. Vamos lá?
Para alguns fãs, isso pode ser um pouco decepcionante, pois os infectados são uma das partes mais icônicas e emocionantes do jogo. No entanto, é importante lembrar que a série de TV tem um formato diferente do jogo, e é natural que algumas coisas tenham sido mudadas para tornar a história mais apropriada para esse formato.
Além disso, a pouca presença dos infectados na série foi uma escolha consciente dos criadores para enfatizar o elemento humano da história e o relacionamento entre os personagens. Isso pode ajudar a tornar a série mais envolvente e aprofundar a conexão que os espectadores sentem com esses personagens.
No geral, embora alguns fãs possam ter desejado mais presença dos infectados na série, a escolha de se concentrar mais nos personagens humanos do que nos zumbis pode ter sido benéfica para a história geral. Ainda assim, é possível que a presença dos infectados aumente à medida que a série avança, à medida que a história se desenvolve e novos desafios são enfrentados pelos personagens.
Alguns fãs também se queixaram que a série mudou a personalidade de alguns personagens principais, incluindo Joel e Ellie, em comparação com o jogo. Sentiram que as mudanças foram desnecessárias e que os personagens originais já eram bem desenvolvidos e memoráveis.
Embora essas mudanças tenham sido alvo de críticas por alguns, é importante lembrar que as adaptações nem sempre conseguem atender a todas as expectativas dos fãs. O processo de adaptação de um jogo para uma série de TV requer algumas mudanças para que a história funcione em um formato diferente. Nem tudo se transporta bem de uma mídia para outra. Às vezes, essas mudanças são bem-sucedidas e outras vezes não são. No geral, a série The Last of Us é uma adaptação fiel e emocionante que certamente agradará a muitos fãs do jogo. E mesmo havendo um ponto ou outro que tenha deixado alguns insatisfeitos, é preciso sim exaltar o belíssimo trabalho da HBO com essa série.
A História
The Last of Us produzida pela HBO chegou para dar uma aula magistral em contar histórias. Com uma narrativa bem elaborada, emocionalmente e cativante, personagens complexos e realistas. A série faz um excelente trabalho em se manter fiel ao material de origem, ao mesmo tempo em que expande a história de maneiras novas. A narrativa é, sem dúvida, a maior força da série. A trama é bem desenvolvida e nos leva a acompanhar a história de Joel e Ellie em uma trajetória pela sobrevivência em um Mundo pós-apocalíptico onde um fungo se adaptou a infectar os seres humanos transformando-os em zumbis violentos. Os espectadores são levados em uma jornada de perda e redenção, em que cada reviravolta da trama é habilmente construída e mantém a atenção do espectador firmemente presa. Os primeiros episódios são repletos de suspense e aquela inquietação de iminência, uma vez que já sabemos que as coisas vão se tornar caóticas. Ao longo da série, vamos acompanhar suas lutas e motivações que são palpáveis e identificáveis. Nos forçam a imaginar o que faríamos naquelas situações, sobretudo no ultimo episódio onde existe uma forte questão moral. Uma discussão que alguns pensam existir apenas na história do segundo jogo com a presença de Abby, é a de que não existem vilões e nem mocinhos aqui. Apenas pessoas tentando sobreviver, e de que nem tudo é preto no branco. O próprio Joel que é adorado por muitos fãs na verdade é bem ambíguo. O espectador tende a se afeiçoar mais a ele, pois acompanhamos a enredo do seu ponto de vista. Mas, e se estivéssemos do outro lado?
A introdução da série no primeiro episódio é simplesmente soberba. Ela mostra uma entrevista nos anos 60 onde alguns especialistas debatem sobre a possibilidade de pandemias mundiais. A entrevista é muito interessante e terrifica, deixando o espectador temeroso, o que é genial. Sabemos desde os jogos que "The Last of Us" gosta de firmar bem a sua ficção em conceitos reais para tornar o enredo o mais crível possível. O próprio cordyceps, o fungo da história existe de verdade e é realmente capaz de infectar seres vivos. Apenas não faz isso em humanos, é claro. Todavia, é excelente como os criadores encontram formas de descrever a mitologia do seu Mundo criado com bases reais. Até algumas informações criadas apenas para a série sobre a infecção como o detalhe do cordyceps ter uma espécie de ligação entre eles, ou as cenas que expandem a história e explicam mistérios não resolvidos dos jogos, como por exemplo, onde e como a pandemia se iniciou, ou a explicação do porque Ellie é imune ao cordyceps, fazem com que a experiência seja enriquecida e completa o conhecimento daqueles que vieram dos jogos.
Produção
O valor de produção da série também é impressionante, com visuais deslumbrantes e excelentes efeitos especiais que dão vida ao mundo de The Last of Us. Os cenários são perfeitos. Vinte anos de abandono desde o inicio da infecção deixaram o Mundo completamente destruído e com um aspecto selvagem, já que a natureza aos poucos foi recobrando o seu espaço. Os visuais de cidades abandonadas com edifícios em ruinas dão um aspecto quase fantasmagórico. Possuem um sentimento de tranquilidade e ameaça ao mesmo tempo. A série é repleta de CGI, é claro, mas sua qualidade deixa as ambientações muito críveis.
Enquanto em ambientes abertos a computação gráfica cumpre o seu papel, em planos mais fechados, mais próximos dos personagens, os efeitos práticos brilham com cenários muito bem construídos, ou destruídos, melhor dizendo. As caracterizações dos personagens são criveis e perfeitamente semelhantes aos vistos nos jogos. Suas roupas são idênticas e até detalhes sutis como a cicatriz na sobrancelha de Ellie estão presentes. Os desenvolvedores tiveram até a sensibilidade de trazer os dubladores, e atores de captura de movimento dos personagens originais dos jogos para atuar na série, e isso foi uma grande demonstração de apreço com a obra por parte dos produtores. Até Ashley Johnson, a atriz que interpreta Ellie nos Games apareceu como Anna, a mãe de Ellie na série.
O design dos infectados é outra obra de arte à parte, não só por sua fidelidade ao material original, mas pela entrega da atuação dos figurantes. Neil Druckman, criador dos jogos e co-criador da série afirmou que os atores por trás dos estaladores, por exemplo, são na verdade fãs dos jogos que foram convidados a atuar na série. Esse é um detalhe muito interessante, pois ele afirmou que eles conheciam bem o som que os infectados faziam, além de seu comportamento.
"Tivemos sorte por achar atores que adoram o jogo. Quando vimos o Sam, nosso Estalador Líder, em vídeo, lembro dele se movendo como um Estalador do jogo", relembrou Druckmann, em entrevista à Variety.
As performances de atuação do elenco principal também são de alto nível, com Pedro Pascal e Bella Ramsey entregando performances excepcionais como Joel e Ellie, respectivamente. Para Pascal aparentemente foi como um dia no Parque. Pois, ele já é um ator consagrado, e demonstra muita segurança atuando como Joel. No entanto, o destaque real fica para Bella Ramsey, que é sem duvida a estrela da série. Acredito que Ellie fora um desafio interessante para ela. Uma vez que, está um pouco mais distante de outros trabalhos seus como os de "Game of Thrones" ou " His Dark Materials", por exemplo. Sua atuação, acredito eu, fora como um bom silenciador para aqueles que torceram o nariz para sua escalação para a série.
Críticas
No entanto, nem tudo é perfeito com a série. O ritmo em alguns momentos pode parecer apressado, com certos momentos que poderiam ter sido explorados com mais profundidade sendo apenas pincelados rapidamente. Além disso, algumas mudanças em relação à história original do jogo podem desapontar os fãs mais ardorosos. Houveram por exemplo alguns insatisfeitos com a escalação da Bella Ramsey como Ellie, pois a achavam pouco parecida com a personagem dos jogo. No entanto, é exatamente assim que funcionam adaptações. A atriz deu um incrível show de atuação na série. Entregando inocência, carisma e um ótimo desenvolvimento da personagem. Ao longo dos episódios, a Ellie mais vivaz vai se tornando cada vez mais fechada e séria por conta dos percalços de sua jornada, e Bella Ramsey foi perfeita nesse papel. Mesmo eu que sou um grande fã dos jogos, estranhei um pouco suas diferenças com a Ellie original. No entanto, isso é algo que fica para trás já com poucos minutos de sua presença na série e você se acostuma com a mudança. É preciso lembrar que a história está sendo apresentada não só para os fãs dos jogos, mas também para um público completamente novo. Quem veio dos jogos já conhece a maior parte do que é apresentado. O interessante aqui é ver justamente as mudanças e adaptações, pois o que vimos nos jogos, já está nos jogos.
Outra crítica recorrente (e com essa talvez eu concorde), é quanto a pouca presença dos infectados. Enquanto os infectados são uma parte central da trama do jogo e uma grande ameaça para os personagens, a série parece se concentrar mais nas relações interpessoais dos personagens do que na ameaça dos zumbis. Essa foi uma escolha de narrativa dos desenvolvedores para se afastar da ação que é muito necessária nos jogos, para se focar mais no drama e nas relações dos personagens.
Para alguns fãs, isso pode ser um pouco decepcionante, pois os infectados são uma das partes mais icônicas e emocionantes do jogo. No entanto, é importante lembrar que a série de TV tem um formato diferente do jogo, e é natural que algumas coisas tenham sido mudadas para tornar a história mais apropriada para esse formato.
Além disso, a pouca presença dos infectados na série foi uma escolha consciente dos criadores para enfatizar o elemento humano da história e o relacionamento entre os personagens. Isso pode ajudar a tornar a série mais envolvente e aprofundar a conexão que os espectadores sentem com esses personagens.
No geral, embora alguns fãs possam ter desejado mais presença dos infectados na série, a escolha de se concentrar mais nos personagens humanos do que nos zumbis pode ter sido benéfica para a história geral. Ainda assim, é possível que a presença dos infectados aumente à medida que a série avança, à medida que a história se desenvolve e novos desafios são enfrentados pelos personagens.
Alguns fãs também se queixaram que a série mudou a personalidade de alguns personagens principais, incluindo Joel e Ellie, em comparação com o jogo. Sentiram que as mudanças foram desnecessárias e que os personagens originais já eram bem desenvolvidos e memoráveis.
Outra mudança importante na série em relação ao jogo foi a adição de personagens novos e aprofundamento de personagens secundários. Enquanto alguns fãs apreciaram essas adições, outros acharam que elas não foram bem integradas na trama e acabaram por desviar a atenção dos personagens principais e da história central.
Com tantas mudanças, foi inevitável para alguns ficarem confusos quanto ao o que realmente os desenvolvedores da série desejavam alcançar. Já que em alguns momentos a série é extremamente fiel aos jogos. Dando a impressão de que esse seria o seu foco como um todo. Porém, em outros pontos houveram mudanças bem incisivas. Que sabidamente deixariam os fãs dos jogos insatisfeitos. Mesmo sabendo como adaptações funcionam, também é preciso dizer que a série não teria sido produzida se não fossem os jogadores, pois eles possuem sua parcela de mérito por ter feito "The Last of Us" o sucesso que é. Além de comporem uma boa parcela dos espectadores da série.
Embora essas mudanças tenham sido alvo de críticas por alguns, é importante lembrar que as adaptações nem sempre conseguem atender a todas as expectativas dos fãs. O processo de adaptação de um jogo para uma série de TV requer algumas mudanças para que a história funcione em um formato diferente. Nem tudo se transporta bem de uma mídia para outra. Às vezes, essas mudanças são bem-sucedidas e outras vezes não são. No geral, a série The Last of Us é uma adaptação fiel e emocionante que certamente agradará a muitos fãs do jogo. E mesmo havendo um ponto ou outro que tenha deixado alguns insatisfeitos, é preciso sim exaltar o belíssimo trabalho da HBO com essa série.
Então, é isso pessoal. Espero que tenham gostado da leitura. Deixem os seus comentários e compartilhem o link da matéria com os seus amigos que gostam de games e séries. Até a próxima!
Sobre o Autor
Thiago De França
Escritor, Nerd e Gamer Amador. Tenho 34 anos e sou completamente apaixonado pela Arte. Sou formado em Designer Gráfico e escrevo sobre cultura geek, séries e games no Nerdzilla.
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Séries












