Resident Evil Requiem: Entre o Terror Clássico e a Ação Moderna

E aí galera Nerdzilla. Hoje nossa matéria será sobre Resident Evil Requiem. Vamos lá?

Poucas franquias na história dos videogames carregam um peso tão grande quanto Resident Evil. Desde os corredores claustrofóbicos da mansão Spencer até as aldeias amaldiçoadas da Europa, a série sempre reinventou o terror nos games. Agora, com Resident Evil Requiem, a Capcom tenta fazer algo ainda mais ambicioso: criar um capítulo que funcione ao mesmo tempo como evolução e como homenagem a tudo que veio antes. E pelo que a crítica e os fãs estão dizendo, a empresa quase conseguiu exatamente isso.

Lançado em 2026 como o nono capítulo principal da saga, Resident Evil Requiem rapidamente se tornou um dos jogos mais comentados do ano. Muitos críticos apontaram o título como um dos melhores lançamentos de 2026 até agora, com notas extremamente altas em agregadores de crítica e elogios à sua mistura de terror, ação e nostalgia.

O jogo aposta em uma narrativa que revisita o passado da franquia e as consequências de décadas de incidentes biológicos no universo da série. A história não trata apenas de um novo surto viral, mas das cicatrizes deixadas por tudo que aconteceu desde Raccoon City.


Outro ponto que chamou bastante atenção foi o retorno de Leon S. Kennedy, um dos personagens mais icônicos de toda a franquia Resident Evil. O agente aparece mais velho e com um visual mais maduro, algo que rapidamente virou assunto entre os fãs nas redes sociais. Para muitos jogadores, ver Leon novamente em um papel importante foi motivo de empolgação e nostalgia. Ao mesmo tempo, parte da comunidade também levantou a discussão sobre a franquia continuar apostando sempre nos mesmos personagens clássicos, em vez de explorar outros nomes queridos da série.

Um dos grandes diferenciais da narrativa é a presença de dois protagonistas jogáveis. De um lado está Grace Ashcroft, uma analista do FBI envolvida em uma investigação que começa de forma misteriosa e logo mergulha em um pesadelo biológico. Do outro lado temos o retorno de um dos personagens mais amados da franquia, Leon S. Kennedy, agora mais experiente, sarcástico e endurecido após anos enfrentando crises bioterroristas.

Essa dupla cria duas experiências diferentes dentro do mesmo jogo. Enquanto Grace representa o lado mais clássico do survival horror, focado em exploração, tensão e vulnerabilidade, Leon traz momentos de ação mais intensos e combates diretos, lembrando a pegada de jogos como Resident Evil 4.


A estrutura da campanha alterna entre os dois personagens, oferecendo perspectivas diferentes sobre os mesmos acontecimentos e ampliando o mistério da narrativa. Essa escolha foi bastante elogiada pela crítica, que destacou como essa abordagem ajuda a construir tensão e aprofundar a história.

Mas talvez o ponto mais interessante seja como Requiem mistura elementos de várias fases da franquia. O jogo parece pegar o melhor de diferentes eras: o terror psicológico de Resident Evil 7, a ação cinematográfica de Resident Evil 4 e a atmosfera densa dos remakes modernos. Muitos críticos disseram que o jogo funciona quase como um “best of” da série, reunindo referências e mecânicas que marcaram a franquia ao longo de décadas. O resultado é uma experiência que consegue equilibrar dois estilos que durante anos dividiram os fãs: horror e ação. Em vez de escolher um lado, Requiem tenta caminhar na linha tênue entre os dois. E na maior parte do tempo, essa aposta funciona.


Visualmente, o jogo também impressiona. Desenvolvido pensando nas novas gerações de consoles, ele traz ambientes extremamente detalhados e uma atmosfera pesada que faz cada corredor parecer ameaçador. Explorar hospitais abandonados, prédios destruídos e áreas contaminadas cria um clima constante de tensão, lembrando por que Resident Evil sempre foi referência no gênero survival horror.

Outro detalhe interessante é que o jogo permite alternar entre câmera em primeira pessoa e terceira pessoa, uma decisão que amplia a acessibilidade e permite que diferentes tipos de jogadores aproveitem a experiência da forma que preferirem. Mas nem tudo são elogios. Algumas análises apontaram que, apesar de ser extremamente bem executado, Requiem às vezes joga seguro demais e não arrisca tanto quanto poderia em termos de inovação. Em outras palavras, ele aperfeiçoa muitas ideias já conhecidas da série, mas raramente tenta reinventá-las completamente.


Também há críticas sobre o ritmo da campanha em certos momentos e sobre algumas escolhas narrativas que não agradaram a todos. Ainda assim, a maioria dos críticos concorda que o jogo representa um dos pontos altos da franquia moderna e uma síntese do que Resident Evil se tornou após mais de 30 anos de história.
Sobre a jogabilidade, o jogo parece seguir uma mistura interessante entre o terror mais clássico da franquia e alguns elementos modernos que foram introduzidos nos títulos mais recentes. A exploração volta a ter bastante peso, com ambientes mais fechados, escuros e cheios de tensão, lembrando bastante a atmosfera dos primeiros jogos da série. O combate continua presente, mas não parece ser o foco principal. Em vez disso, a sensação de vulnerabilidade e de sobrevivência volta a ganhar espaço, com momentos em que fugir ou economizar munição pode ser mais importante do que simplesmente enfrentar os inimigos.


No aspecto visual, Resident Evil Requiem impressiona bastante. O jogo utiliza uma versão mais refinada da RE Engine, o que garante ambientes extremamente detalhados, iluminação realista e personagens com expressões muito naturais. Os cenários são densos, cheios de detalhes e com uma direção artística que reforça o clima sombrio da história. Muitos críticos elogiaram justamente essa ambientação, dizendo que o jogo consegue transmitir uma sensação constante de tensão, como se algo pudesse acontecer a qualquer momento.

Entre os fãs, a recepção também tem sido bastante positiva. Muitos destacam a ambientação assustadora, os encontros tensos com inimigos e o retorno de personagens clássicos como alguns dos pontos mais empolgantes da experiência. Há também quem critique certos elementos de stealth ou a resistência de alguns inimigos, mas no geral a comunidade parece satisfeita com o resultado.


No fim das contas, Resident Evil Requiem parece cumprir uma missão difícil: agradar veteranos da série enquanto ainda consegue receber novos jogadores. Ele não tenta apagar o passado da franquia nem reinventá-la completamente. Em vez disso, funciona quase como um grande tributo ao legado do survival horror.

No fim, Resident Evil Requiem não é apenas mais um capítulo da série. É uma celebração de tudo que fez de Resident Evil uma das franquias mais importantes da história dos games. Terror, ação, nostalgia e personagens icônicos se misturam em uma experiência que mostra que, mesmo depois de décadas, ainda há muito medo escondido nos corredores dessa saga. Mas, e você? Deixe nos comentários o que achou e até a próxima. Na próxima matéria podemos mergulhar em outro grande lançamento do mundo dos games ou revisitar algum clássico que marcou época.

Sobre o Autor

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Thiago De França

Escritor, Nerd e Gamer Amador. Tenho 34 anos e sou completamente apaixonado pela Arte. Sou formado em Designer Gráfico e escrevo sobre cultura geek, séries e games no Nerdzilla.

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