E aí, Galera Nerdzilla? Hoje temos uma matéria sobre mais um metroidvania para adicionar a lista. Vamos lá?


O visual chama atenção logo de cara. Chasm tem um pixel art belíssimo, com atenção aos detalhes, e a música acompanha sem exageros. As cores são muito bonitas e alguns detalhes como o vento e os efeitos dos cenários são de encher os olhos. No entanto, o destaque fica com a ideia: um mundo criado de forma aleatória dentro de um modelo pronto. Assim, cada um vive algo único, mas sem perder a qualidade do design dos níveis. Alguns desafios e puzzles são randomizados, o que gera uma experiência única para cada jogador. O que é uma adição interessante ao game.
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Na prática, essa criação aleatória não muda tanto o jogo. Ele quase sempre segue uma fórmula conhecida, e os níveis, embora bons, não surpreendem. Você aprende novas habilidades, retorna a lugares antigos, enfrenta inimigos bem colocados… Tudo como esperado. Não é ruim – Chasm faz bem o que promete. Mas não inova. Alguns detalhes mostram a obviedade de onde foram inspirados, como por exemplo, quando o personagem abre baús de itens, que lembra muito o saudoso "Diamond Rush" da Softsonic.
A luta é boa, com um ritmo mais lento. Não dá para apertar botões sem pensar e vencer; é preciso planejar os ataques, entender os inimigos e ter calma. Quem jogou Castlevania: Symphony of the Night ou Hollow Knight se sentirá à vontade. Mas também pode ter a sensação de já ter jogado algo assim. É apenas um jogo confortável para adicionar ao acervo mental e a vasta coleção de metroidvanias que existem.
Talvez esse seja o problema de Chasm. Ele acerta em quase tudo, mas raramente impressiona. Não há um momento especial, nem algo que o faça ser diferente dos outros. É um Metroidvania que cumpre o que promete, mas sem ousadia. Existem muitos momentos interessantes e ideias muito boas. Como o puzzle da torre com as notas musicais e os sinos. Ou o enfrentamento de alguns mestres que são bem legais.

O jogo é tão conciso e simples, que não final, depois de terminar a campanha, haverá pouco do pós game para se fazer. Alguns recursos dão a entender que será necessário um pouco mais de empenho depois da campanha principal, mas o jogador não sente muita vontade de concluir ou repetir a jogatina depois de terminar. A história se fecha e não existe muito mais depois disso. O que o diferencia um pouco dos outros jogos desse gênero, já que metroidvanias costumam ter um extenso pós game.

Para mim, todos os que gostam do gênero e são fãs de Castlevania ou Hollow Knight devem dar uma chance para Chasm. No final, Chasm é um jogo bom e divertido, ideal para quem adora o estilo e quer mais do mesmo. Mas não espere algo totalmente novo. E tudo bem – às vezes, um bom Metroidvania já é suficiente.
Sobre o Autor
Thiago De França
Escritor, Nerd e Gamer Amador. Tenho 34 anos e sou completamente apaixonado pela Arte. Sou formado em Designer Gráfico e escrevo sobre cultura geek, séries e games no Nerdzilla.
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